17 fevereiro, 2008

De volta ao Pisca

Já sei que tenho andando muito afastado do Pisca, tudo se tem conjugado para que tal tenha sucedido, mas cá vim dar um saltinho, e mais ainda, peguei na máquina e também lhe fui dar uso, andei ali pelos lados do Pragal, tinha tempo e sei de um sitio engraçado para olhar longe e tentar uns "bonecos", aqui vão:


Mais acima:


O dia estava um pouco enevoado, mas a contraluz deu para esta:

12 janeiro, 2008

Ignorância é ...

Confundir

A OBRA PRIMA DO MESTRE

com

A PRIMA.... DO MESTRE DE OBRAS

acabadinho de ler por aí num comentário, confesso que não conhecia

10 janeiro, 2008

Olhando de vez em quando

Há dias dei comigo pensando, como estranha pode ser vida e a forma como a mesma se vai desenrolando.

Por força de uma vivencia profissional, quase sempre bem longe das raízes, foi-me imposto viver em comunidades, umas bem fechadas, outras mais alargadas onde o trabalho e o dia a dia se confundiam, quando não eram uma só coisa.

Assim se passavam meses e anos, tinha ao lado pessoas com quem falava de tudo e mais alguma coisa, no geral acabavamo-nos a comportar quase como familia chegada a quem se contavam as mais pequenas coisas, e de quem ouvia o mesmo, num quase amparar comum, para levar em frente o que nos colocava, fosse trabalho ou diversão.

Por estarmos longe formava-se um grupo que se fechava em si mesmo e que tinha como todos os grupos, os seus pontos altos e também as suas valentes discussões, quando não os seus odios de estimação.

De repente, fosse pelo que fosse, saí, quase todos os laços se quebraram e aqueles que tinham sido parte de um tempo, passaram a ser quase estranhos, passaram a viver numa outra esfera, tinham as suas vidas reais, tal como eu tenho a minha.

Rebobinando os vários tempos, o que foi um estar por inteiro nesses grupos, passou a ser estranho e mesmo eu, me acho estranho em tais sitios por vezes.

Não é saudade, nem nostalgia, é apenas o constatar que os que tal como eu tiveram vidas feitas longe, andaram e se calhar ainda andam e saltar por partes de vida consecutivas, que não se ligam entre si, se isso é a vida no seu conjunto, decerto que será.

Voltar ao Blogue

Podia estar aqui a contar uma série de coisas, pelo facto de ter deixado o Blogue tão abandonado, bastou uma, falta de vontade, que não de temas ou ideias, apenas não sucedeu.

Passadas as festas, e com um novo ano, onde se fazem todos os desejos e promessas (raramente cumpridas), era hora de voltar ao Pisca.

Vamos ver o que vou conseguindo "despejar" por aqui.
A todos os que calharem a passar por cá, UM MUITO BOM ANO DE 2008

12 novembro, 2007

Um Poço Descoberto



Foi anunciado com todos os foguetes do costume, a "descoberta de um poço de petróleo" no offshore do Brasil onde a Galp tem uma participação.

Por ter andado uns tempos nessas áreas, dá-me sempre alguma vontade de rir a forma como se escreve sobre o assunto, um bocadinho de trabalho de casa não fazia mal nenhum. Sem querer ser um especialista na questão, que não sou, apenas uns quantos dados sobre a forma como estas coisas se processam, tanto quanto me foi dado ver.

A exploração de possíveis reservas é concessionada por blocos onde a área é especificada. Por contrato, há um período temporal de exploração de vários anos, o qual poderá passar à fase produção se entretanto for declarado o interesse comercial dos furos feitos, chamados poços de exploração.

A concessionária da área de exploração divide os custos agregando outros interessados, normalmente sob a forma de associação, escolhendo entre si qual a operadora que desenvolverá o trabalho a efectuar.

O que vai sendo encontrado é naturalmente ponderado levando em conta todos os factores que são sempre inumeros, pode suceder que os dados obtidos sejam guardados para "melhores dias" ou "melhores interesses", consoante acordem entre si os participantes na associação.

Muitas são as vezes em que os trabalhos de exploração se vão prolongando quase até ao limite de tempo concessionado para exploração, e só nessa altura, é declarado o achamento de reservas com interesse comercial. Um caso eu sei de ser declarado um poço comercial menos de um mês antes do fim do contrato.

É então o momento de dar a conhecer a nova área, à qual se atribui um nome, e publicitar o achamento de um ou mais poços com valor comercial, não encontrei pormenores sobre o anuncio feito, mas leva-me a crer que terá sido nomeado um determinado campo, no qual começou por ser declarado um poço com valor comercial, outros se seguirão, já que ninguém explora crude no mar a partir de um unico poço, daqui à fase efectiva de produção passará algum, longo tempo.

Isto é o que normalmente sucede, e julgo que não foi abandonado, ninguém fura e vai logo a correr gritar aos quatro ventos, "achei petróleo", olha logo que meninos.

ps: a foto foi "pescada" num site da Galp, e julgo sem errar que se refere a uma Plataforma de Produção, que normalmente estão ligadas a diversos poços em simutâneo.

Paco De Lucia Plays Cositas buenas

Vai estar por cá no dia 29 de Novembro, vamos ver se o consigo ir ver.
Para quem não conseguir ir, fica aqui um cheirinho, e que cheirinho

02 novembro, 2007

A não perder é delicioso e lê-se num instante


Já tinha visto o seu nome nas minhas andanças por Angola, mas devo confessar que nunca tinha lido nada deste autor

Há dias comprei dois dos seus livros e tenho-me deliciado a ler os mesmos, não sou critico especializado, apenas tenho o "vicio" de ler, coisas de, e sobre Angola, são naturalmente para mim apelativas.

Sobre Ondjaki eis o que recolhi por aí:

Ondjaki nasceu em Luanda, em 1977.Interessa-se pela interpretação teatral e pela pintura (duas exposições individuais, em Angola e no Brasil). Participou em antologias internacionais. Escreve para cinema e co-realizou um documentário sobre a cidade de Luanda (Oxalá cresçam Pitangas, 2006). É membro da União dos Escritores Angolanos. É licenciado em Sociologia. Recebeu no ano 2000 uma menção honrosa no prémio António Jacinto (Angola) pelo livro de poesia Actu Sanguíneu. Em 2005 o seu livro de contos E se amanhã o medo obteve os prémios Sagrada Esperança (Angola) e António Paulouro (Portugal).

Ler "Os da Minha Rua" e "Bom dia Camaradas" é rever Luanda num tempo e num espaço muito especial, são livros pequenos que se leêm de rajada, não percam

O Pisca ia-se revoltando

Ia-me esgatanhando pelo facto de o ter deixado ao abandono tantos dias, mas já voltei, o Pisca já está mais calmo, com um pacote daqueles que ele gosta.

16 outubro, 2007

Uma Noticia Por Dia - 16/10

No Portugal Diário Online

80 euros para ser feliz

Um instituto de Psicologia vai ensinar as pessoas no Algarve a serem felizes a troco de 80 euros, isto num curso de um dia que começa quarta-feira na Quinta da Calma, em Almancil (Faro), escreve a Lusa.
....

O curso de um dia, que custa 80 euros, servirá apenas de introdução ao tema da Programação Neurolinguística, antecedendo a realização de um curso básico de 180 horas, em Novembro, também na Quinta da Calma, mas que custa 1.500 euros.

então em que é que ficamos ? cá p'ra mim uma aposta no euromilhões é mais barato, a não ser que tenha Pai rico ou .....

13 outubro, 2007

Uma Noticia Por Dia - 13/10

No Jornal de Noticias

Detido burlão do "dinheiro negro"

A Polícia Judiciária, através da Directoria do Porto, deteve um indivíduo, com 37 anos, natural dos Camarões, sem profissão conhecida em Portugal, por suspeita da prática de vários crimes de burla qualificada, no Norte e na Grande Lisboa, que terão causado prejuízos de natureza superiores a quinhentos mil euros.
......

Os crimes de burla tinham como especial "modus operandi" a exibição de determinados maços de papel preto, recortados no tamanho de várias notas de euros ou de dólares norte-americanos, que o detido, por vezes também acompanhado por outros indivíduos, fazia crer aos mais incautos tratar-se de dinheiro verdadeiro, originário de procedimentos ilegais realizados em África. Dizia, então, que os tinha escondido com determinados produtos químicos para o conseguir mais facilmente retirar daquele continente.

Aos interessados na aquisição desses "maços de notas" eram prometidos lucros superiores a cem por cento do capital a investir e que resultariam, tão só, da adequada utilização de determinados produtos químicos que permitiriam que o "dinheiro negro" voltasse à sua forma e aspecto originais.

Conheço esta história há vários anos, e a mesma tem sempre dois personagens para que funcione:

Um pobre aflito que quer resolver a sua vida - O dito Burlão

Um esperto que quer ganhar e muito bem à custa do "aflito" - O dito Burlado

Se funcionasse seria ao contrário ??